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Estudos

Disruptores Endócrinos

A linha TrichoConcept™ foi cuidadosamente formulada com a exclusiva tecnologia TrichoTech™, um fitocomplexo inteligente e patenteado pela Fagron, que atua em todo sistema capilar (bulbo, haste e couro cabeludo). Os veículos da linha TrichoConcept™ são livres de agentes controversos, como propilenoglicol, parabenos, ftalatos, corantes, petrolatos e 1,4-dioxano.

O que são os Disjuntores Endócrinos - EDC’s (Endocrine-Disrupting Chemicals)?

A disruptura endócrina é a habilidade de agentes químicos interferirem na performance do sistema endócrino e tem potencial de afetar de forma adversa o desenvolvimento normal, a reprodução e as funções gerais do corpo influenciados por hormônios. Nos últimos anos foi evidenciado que estamos expostos a uma grande variedade de agentes químicos que exercem alguma atividade endócrina, os disruptores endócrinos ou EDC’s (Endocrine-Disrupting Chemicals). Segundo uma pesquisa publicada no Reproduction, uma publicação mensal da Society for Reproduction and Fertility (Reino Unido), entre os EDC’s estão os fenóis, ftalatos, parabenos, triclosan e alguns filtros solares. Os estrógenos possuem atividades importantes no equilíbrio saúde-doença e contaminantes ambientais interagindo com receptores estrogênicos, os xenoestrógenos, podem exercer atividades similares causando uma disruptura de funções do sistema endócrino. Esses xenoestrógenos estão presentes, virtualmente, em todos os lugares, sendo que os cosméticos são uma importante fonte de exposição.

Parabenos

Por exemplo, os parabenos são agentes antimicrobianos utilizados em diversos produtos e a preocupação relacionada à ampla utilização desses agentes tem aumentado devido aos riscos associados com seus efeitos disruptores endócrinos. Quimicamente, em termos estruturais, os parabenos são ésteres do ácido 4-hidroxibenzóico ou ácido para-hidroxibenzóico com substituintes alquila variando entre os grupos metil a butil ou benzil. Em termos de nomenclatura podem ser classificados em metilparabeno, etilparabeno, propilparabeno, isopropilbarabeno, butilparabeno, isobutilparabeno e benzilparabeno. Os EDC’s são compostos exógenos que interferem com a síntese, transporte, ligação, ação ou eliminação de hormônios naturais do corpo humano. A exposição humana se dá via absorção cutânea ou ingestão de produtos contendo parabenos e existe uma compreensão ainda limitada da toxicocinética. Os parabenos são primariamente metabolizados em ácido para-hidroxibenzoico e posteriormente em conjugados glicuronídeos e sulfatos que são excretados na urina.

É bem documentado que a exposição aos parabenos causam diversas alterações reprodutivas em modelos animais e que os humanos podem ser expostos através da absorção cutânea. Um estudo publicado no jornal Environment International, avaliou uma população de gestantes nos Estados Unidos e demonstrou que os parabenos foram encontrados em 100% das mostras de urina entre o 2º e 3º mês de gravidez e em 97.4% do plasma dos cordões umbilicais coletados no nascimento. Outro estudo, publicado no International Journal of Andrology, investigou voluntários saudáveis do sexo masculino que receberam a aplicação de 2 mg/cm2 de um creme contendo 2% de butilparabeno aplicado diariamente em todo o corpo. Após 2 semanas houve aumento da excreção de butilparabeno na urina com picos após 8-12h da aplicação, demonstrando que é absorvido, podendo contribuir para efeitos adversos à saúde. Uma pesquisa publicada no Environmental Health Perspectives, avaliando uma população dos Estados Unidos demonstrou que adolescentes e mulheres adultas apresentam concentração maior de parabenos que homens adultos segundo avaliação de amostras de urina. Isso indica que o uso de produtos dermatológicos é uma das maiores vias de exposição. Diferentes ingredientes interagindo nas formulações dermatológicas de uso tópico podem aumentar a captação de parabenos e de outros compostos.

Ftalatos

São compostos químicos amplamente utilizados na indústria farmacêutica, cosmética e de alimentos (dietil-hexil-ftalato, dietil-ftalatos, dibutil-ftalato e butil-benzil-ftalato). Têm sido associados com problemas de saúde como infertilidade, disgenesia testicular, obesidade, asma, alergias, leiomiomas e câncer de mama. Podem produzir efeitos disruptores endócrinos em roedores, causando potencial toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento. Em revisão publicada no Reproductive Health, é relatado que em gestantes, a exposição aos ftalatos tem sido significativamente associada com a redução do tempo de gravidez, causando partos prematuros. Também é apontado que os ftalatos atravessam a placenta, sendo encontrados no fluido amniótico e no leite materno. Por exibirem ação antiandrogênica, em gestações de meninos tem sido associados com efeitos ao desenvolvimento do sistema reprodutor como criptorquidia, diminuição do tamanho do pênis e da distância anogenital.

Triclosan

É um agente antimicrobiano e análises de sua estrutura química implicam a possibilidade de ter propriedades relacionadas a diversos compostos tóxicos como bifenil policlorados, difenil éteres polibromados, bisfenol A e dioxinas. A repetida exposição dérmica e em mucosas pode levar à absorção e circulação sistêmica crônica. Uma avaliação publicada no The International Journal of Hygiene and Environmental Health demonstrou que o triclosan foi detectado em 87% das amostras de urina de 80 gestantes saudáveis em 5 visitas durante as gestações e após o parto, e as concentrações foram significativamente maiores nas amostras coletadas antes das 16h, correlacionando com o uso de determinados produtos. Em outra avaliação sua forma conjugada foi identificada em 99% e sua forma livre em 80% das amostras 1.890 gestantes no primeiro trimestre de gravidez. Os resultados ainda constataram que as concentrações significativamente mais elevadas de foram detectadas em mulheres com mais 25 anos de idade, alta renda domiciliar e alto nível de educação.

1,4-Dioxano

É provado que o 1,4-dioxano é um composto carninogênico em animais. É formado durante a produção de alguns agentes surfactantes utilizados em formulações dermatológicas. A U.S. Environmental Protection Agency e a International Agency for Research on Cancer classificam o 1,4-dioxano como um provável composto carcinogênico em humanos e também pode apresentar efeitos adversos no fígado, pulmões, rins e sistema nervoso central.

Referências

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